(I)
Vi com os meus próprios olhos, Sibyllam quidem Cumis, pendente, suspensa num vaso e vedada. E quando os rapazes perguntaram: "Sibylla, o que queres?" a resposta foi "Desejo morrer".
E Phlebas o Fenício, morto em 2 semanas,
deixou de ouvir o grito das gaviae, e, sobre o fundo do mar, abandonou o lucro e sorte.
Levou-o a corrente submarina, que ao sibilar o desfazia e ciciando o revolvia. Como o lacerava
e reordenava, Phlebas, revoluteando, percorria os estados da idade,
e a volúpia desses dias.
No fim restou o que decorreu nas pausas, ele, Phlebeus.
(II)
A questão foi um murmúrio que subiu pela escarpa "Sibylla, porque queres tanto morrer?". Então, a forma amarga lançou-se sobre o coro gritando "Porque o tempo não passa por mim!"
Phlebas, o morto, compreendeu que repousaria num dia da sua vida.
A regressão tinha esse sentido. O fundo, por onde andava,
eram as lágrimas ciciadas e o
choro sibilado do tempo.
Buscavam-lhe o júbilo, procurando as canções líbias entoadas sob a sombra da sua casa no deserto em louvor das filhas. Aí residiria.
(III)
Sibyllam quidem Cumis, baixou os olhos; a voz, por um lamento estranho, uma nébula, enlevou o povo que assistia: Dies Iræ! dies illa, Solvet sæclum in favilla, Teste David cum Sibylla!
Phlebas colocara as estremas na forma conhecida:
o amor da mulher.
Tudo sucedera depois.
Palpava terra do solo onde levantará a casa.
Friday, November 03, 2006
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Pedro Lago
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